O curso busca trabalhar com os conceitos necropolítica e branquitude dentro do campo de análise da nossa realidade brasileira. Para isso, discute como um genocídio em curso no País não é levado a sério, mas é normatizado e legitimado como se esses corpos fossem passíveis de serem exterminados. Discurso este ligado ao racismo estrutural e à branquitude, lugar de vantagem estrutural das pessoas brancas, que cria a ideia do Outro em uma relação a si mesmo como norma. É sobre essa dinâmica que trata o curso, articulando esses conceitos com o propósito de elaborar uma crítica à branquitude e à violência perpetrada aos corpos negros.

curso que visa abrir caminhos para os estudos decoloniais por meio de concepção de narrativas e da importância de compreendermos que o mundo que nos é apresentado possui pontos de vista diversos. É importante discutirmos a decolonialidade e sua relação com o poder das narrativas históricas e de ampliarmos nossas visões e concepções a partir da ideia de que existem perspectivas outras sobre essa “história”. 

O objetivo desse curso é refletir criticamente sobre a História da Educação formal e não-formal brasileira, observando seu caráter colonizador e pensar caminhos viáveis para efetivação de uma justiça curricular que seja antirracista e decolonial. É mais do que sabido que os currículos tradicionais das instituições de educação tendem a privilegiar saberes europeus. Esse fator é o resultado de uma história de silenciamento de pessoas e de conhecimentos. Genocídios e epistemicídios que marcam a história da educação brasileira e que pouco são abordados nos cursos de pedagogia. Nesse sentido, faz-se necessário estudar a colonialidade e seus efeitos na história da educação e ainda reconhecer os movimentos negros, as rodas de capoeira e os terreiros, por exemplo, como espaços educativos a fim de aprendermos a ensinar tocando todos os sentidos e desafiando a colonialidade do saber. A abordagem do curso é marcada pela propositividade, uma vez que refletiremos sobre as possibilidades do desenvolvimento de práticas antirracistas que comunguem para a justiça curricular.

 curso pretende trabalhar os conceitos de identidade, diferença, igualdade com o objetivo de construir uma educação para a diversidade brasileira. Reconhecer a pluralidade cultural do País é tema urgente para a elaboração de uma educação que respeite as diferenças e construía um tratamento de igualdade para todos no ambiente escolar. Só de posse desse resgate histórico é que estaremos munidos para refletirmos a diversidade brasileira.

O curso tem como objetivo construir um panorama dos fenômenos sociais ocorridos entre a abolição da escravatura e a formação da identidade nacional. A proposta oferece uma releitura crítica do início do séc. XX a partir da discussão sobre as políticas raciais construídas naquele processo histórico com o intuito de pensar a construção da identidade nacional brasileira.

No passado, era comum que os livros didáticos apresentassem a população negra brasileira apenas ao tratar do sistema escravocrata, criando estigmas que perduram até o hoje, mas que podem ser desfeitos a partir do conhecimento e do reconhecimento histórico da agência da população negra em suas narrativas desde África até hoje. Por isso, o curso em questão trarz à tona as muitas resistências do povo negro, da travessia do Atlântico às manifestações digitais. Ou seja, busca perceber formas de ser e estar que permitiram a sobrevivência de saberes negros, assim como os diversos grupos políticos organizados que formaram e formam os movimentos negros brasileiros.

Concebido no intuito de promover aspectos históricos, culturais, linguísticos e religiosos do povo Yorùbá através de encontros estruturados e fundamentados a partir da oralidade e de uma cosmopercepção africana yorubana. Dessa forma o curso leva em conta a oralidade não apenas como fala, mas uma tecnologia avançada de ensino-aprendizagem e produção de conhecimento que opera a partir dos múltiplos sentidos e corpos, físico e imaterial. A cultura Yorùbá tradicionalmente é construída e estruturada a partir da oralidade, com metodologia diferente da ocidental.

Autoras e autores de literatura negra têm inventado, com as mais diversas escrevivências individuais e coletivas, histórias que reconstituem memórias e exprimem subjetividade e complexidade. Essas vozes agem, portanto, no enfrentamento das ideias de senso comum a respeito do ser negro brasileiro, enfrentando assim os efeitos da colonialidade, desde o séc. XIX. Neste curso, abordamos a vida e a escrita de autores de literatura negra como Maria Firmino dos Reis, Carolina Maria de Jesus e Conceição Evaristo, partindo do conceito de escrevivência e discutindo aspectos característicos do fazer literário afro-brasileiro nos dias de hoje.

Curso com mote musical que busca discutir os desafios para a justiça social com reconhecimento das diferenças e diversidades culturais ainda no séc. XXI. A partir da musicalidade brasileira, o curso tensiona a escola a se perceber enquanto um espaço de formação de subjetividades, para além do ensino formal e objetivo, e a se pensar em um terreno fundamental de contradições sobre o que vem a ser formação para a cidadania a fim de reconhecer as diferenças como base para o enfrentamento das desigualdades

Se a trajetória da população negra no Brasil é significativamente atravessada pela violência e a opressão do racismo, em contrapartida, é também marcada pela resistência e por construções culturais ímpares que são fruto da vivência cotidiana, dos afetos, das festas e mesmo dos lamentos. Todas essas vivências são marcadas por gestos que narram e criam narrativas próprias expressas entre movimentos e Movimentos. Esse curso trata da oralidade como disseminadora dos conhecimentos africanos e afro-brasileiros e, mais ainda, apresenta e discute o conceito de oralitura que diz respeito à corporalidade negra, sua inventividade e sabedoria.

Tendo em vista o atual contexto que cerca as discussões de gênero, principal e exponencialmente na redes sociais, esta formação se propõe a esclarecer a pertinência e seriedade dos estudos de gênero, levando em conta o quanto esses estudos são essenciais no desenho de políticas públicas, seja no campo da saúde, educação, cultura, que afetam diretamente a qualidade de vida da população. Por meio da apresentação de um breve panorama das linhas de pensamento, autores e dados de pesquisas recentes em aulas dialogadas, os participantes do curso terão condições de compreender melhor as dinâmicas de gênero e se apropriar de tais conhecimentos no preparo de suas aulas ou na mediação do relacionamento entre seus estudantes

O curso oferece vídeos, diálogos, filmes e leituras sobre a educação para as relações étnico-raciais no Brasil com o objetivo de elaborar práticas pedagógicas que contemplem culturas e histórias africanas e afrobrasileiras na sala de aula. Focado na dinâmica das professoras e dos professores, o curso também auxilia a refletirem sobre educação em direitos humanos, processo fundamental para garantir mais qualidade de ensino nas escolas e no currículo.

O foco do curso se assenta na Lei 11.645 acerca do ensino de cultura indígena nas redes pública e privada de ensino básico em território nacional. Além disso, os conhecimentos, modos de fazer-existir, filosofias e cosmologias ameríndias têm uma potencialidade expressiva na eliminação de preconceitos e na construção de um espaço público mais democrático e aberto às diferenças. Nesse sentido, esse curso tem como objetivo uma apresentação e discussão introdutória sobre o panorama atual dos povos indígenas em território brasileiro. A ideia do curso é demonstrar a atual diversidade de povos, línguas e modos de existência dos índios no Brasil, deslocando e desconstruindo ideias correntes no senso comum que constroem uma imagem do indígena homogênea e congelada no passado.

O curso é composto por quatro encontros e pretende dialogar com autoras e autores que pensam a sociedade a partir da crítica à manutenção de sistemas de desigualdade de raça, gênero e classe, descolonizando cotidianos. Dessa forma, se propõe a entender como, historicamente, o corpo negro, constituído como o Outro, definido como algo de menor valor, a partir de uma norma eurocêntrica, sofreu e ainda sofre violências diversas que atravessam sua aparência, forma, estética, incluindo o seu cabelo. É nesse contexto que a transição capilar é vista como uma forma outra de se ver e de se constituir enquanto pessoa no mundo, tensionando antigos e sedimentados modelos de beleza e, principalmente, intentando o direito a sua imagem conectada a uma estética livre de estereótipos. 

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